segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Revista Meu Próprio Negócio - Edição 114

Novos Empreendedores

Mercado Funerário

Mesmo sendo um segmento que sofre preconceito, o setor funerário pode ser muito lucrativo para quem procura investir







Por Thaís Pepe Paes

Enquanto uns choram outros vendem lenço. O ditado popular pode até ser cruel, mas é real. Mesmo a morte sendo um assunto delicado, o setor funerário é um nicho interessante de mercado e, até pelo tabu que ronda o tema, não muito bem explorado, mas de retorno certo para quem se dispõe em investir na área.

Segundo dados da Associação de Empresas do Setor Funerário (Abredif) e do Centro de Tecnologia em Administração Funerária (CTAF) os serviços funerários no Brasil movimentam cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano, com 5,5 mil empresas em funcionamento no País e crescimento de 30% nos últimos cinco anos.

Uma das dificuldades do setor é encontrar funcionários, porém, superado esse obstáculo e eventuais preconceito que possam existir com relação à atividade, é investir em serviços e produtos que facilitem às pessoas a superação desse momento difícil.  

Eduardo Gouveia é um exemplo de quanto a opção pode ser promissora. No ano de 2010, ele perdeu seu avô. Abalado com a perda e sem condições de ir até uma floricultura para comprar uma coroa de flores para o velório, Gouveia tentou comprar pela internet, mas não encontrou quem lhe prestasse esse serviço. Foi aí que identificou uma oportunidade para empreender.

Em setembro, do mesmo ano, ele decidiu colocar seus conhecimentos de e-commerce a favor do empreendedorismo e criou o site Coroas Para Velório, especializado em coroa de flores, com a proposta de viabilizar, mesmo a pessoas que estão distantes no momento da partida de uma pessoa querida, prestar-lhe uma homenagem. Isso de forma prática e rápida, com atendimento em todo o Brasil.

Inicialmente, Gouveia montou um site simples, com o objetivo de testar o mercado e verificar a aceitação da ideia e, para isso, investiu R$ 4 mil. Para iniciar as operações, ele também se ocupou em firmar parceria com floriculturas de todo o País e assim garantir a entrega em qualquer região. Atualmente, o site tem parceria com mais de 180 floriculturas e faz aproximadamente 500 entregas mensais. Em apenas um ano no mercado, a Coroas Para Velório alcançou um faturamento em torno de R$ 1,5 milhão. “Nossa meta é chegar a 1,5 mil entregas por mês até o fim de 2012 e contabilizar um faturamento de R$ 4,5 milhões ao ano”, afirma o empresário.

Hoje o modelo do site é bem mais sofisticado e conta com um sistema de pesquisa que permite encontrar informações referentes a qualquer pessoa falecida no território nacional, como local e horário do velório, buscando apenas pelo nome do falecido e região. “O serviço oferecido, além de facilitar a localização dos velórios, traz mais cliques para o site”, informa o empresário.

No site, os clientes podem escolher entre mais de 20 modelos de coroas de flores, que vem acompanhadas de uma faixa de homenagem customizada. A entrega é feita em todos os velórios e cemitérios do País e a média de preço dos produtos varia em torno de R$ 250 a R$ 300, já com frete incluso.

O empresário explica que um dos cuidados do negócio é gerenciar muito bem o estoque, pois flor é um produto perecível que, se não for vendido a tempo, se perde. Ele também pontua a sazonalidade do produto como outro ponto que merece atenção especial do empreendedor. Segundo Gouveia, a boa divulgação do serviço é fundamental para o sucesso da investida. “As pessoas geralmente não sabem que esse tipo de produto pode ser comprado pela internet e a grande maioria, quando precisa de uma coroa de flores, procura mesmo o cemitério para adquiri-la”.

Atendimento ao enlutado

Apostar em serviços diferenciados também é iniciativa rentável. O grupo Primaveras, que atua na área, garantiu sua expansão ao implantar um atendimento especial às famílias enlutadas e oferece serviços que contemplam toda a cerimônia funeral e trâmites legais necessários. Localizado na cidade de Guarulhos (SP), a empresa já atua no segmento funerário há 40 anos e oferece serviços completos para o maior conforto dos clientes.

Jayme Adissi, proprietário do grupo Primaveras, conta que a ideia de abrir o cemitério veio por meio do convite de uma tia, disposta a investir na construção de um cemitério em um terreno que possuía. “Eu e minha esposa tivemos muitos momentos de incerteza e vontade de desistir, mas acabamos avaliando que o negócio poderia ser de fato lucrativo, além da ajuda importante às pessoas que passam pela perda de alguém querido. Apesar da alternativa não ser convencional, avaliamos que havia muito a ser feito nesse segmento e topamos o desafio”.

O empreendimento começou somente com um cemitério-parque. Aos poucos, o empresário percebeu a importância de oferecer assistência completa aos clientes. Investiu então na funerária e nos planos funerários. Ao todo foram investidos cerca de R$ 250 mil que viabilizaram a montagem do local, a compra de dois carros funerários, estoque de urnas e contratação e treinamento dos funcionários. Em 2004, foi identificado um aumento na procura dos clientes por serviços de cremação, então, Adissi resolveu inaugurar também um crematório, apostando em um local moderno e aconchegante e, para isso, contratou o projeto de um renomado cenógrafo.

Com o tempo e a experiência adquirida, o empresário percebeu que, além de prestar os serviços comuns de uma funerária, era necessário pensar em algo diferenciado para ajudar os clientes a superarem o momento doloroso. Criou então o que ele chama de atendimento humanizado. “O conceito consiste em uma filosofia de trabalho mais humana e cuidadosa em um dos momentos mais difíceis na vida de uma pessoa. Mesmo no resto do mundo, ainda são poucos os serviços funerários que mantém a humanização como foco no atendimento”, explica.

Foi pensando nesse diferencial que surgiu o serviço de apoio às famílias em luto, que conta com uma equipe de psicólogas especializadas em luto que participam de todo o processo, desde a contratação e treinamento dos funcionários até o acompanhamento às famílias, mesmo depois do sepultamento ou cremação.

Também são realizados encontros periódicos abertos à comunidade com palestras lideradas por psicólogos e assistentes sociais para darem apoio e orientação sobre o processo do luto. Em datas como finados e dia das mães, a empresa oferece oficinas voltadas a crianças, para apoio ao luto infantil. “Humanizar é estar sempre preparado para lidar com o enlutado. É a personalização do atendimento”, explica Adissi.

O serviço mais simples de atendimento funerário, incluindo transporte e cerimonial, custa cerca de R$ 1,6 mil. O mais sofisticado pode chegar a R$ 12 mil, incluindo decoração da sala de velório, coroas de flores e serviço de bufê durante o velório.

O empresário afirma ainda que, com o tempo, o setor funerário se profissionalizou. “Antigamente a tecnologia era limitada, não havia modelos de gestão, cursos ou qualquer orientação específica para esse setor. Tudo tinha de ser desenvolvido e planejado a partir do conhecimento que tínhamos de outros mercados. Hoje é diferente”, conta Adissi.

Em 1972, no início das atividades, o grupo Primavera contava apenas com cinco funcionários. Atualmente, são 200 para atender às diferentes demandas. Porém, mesmo com os avanços do setor funerário, as contratações ainda são um desafio. “Muitos de nossos funcionários estão conosco desde o início, mas para contratar novos profissionais é complicado. As pessoas não enxergam as oportunidades no segmento funerário e dão preferência a outras áreas”. Para assegurar a qualidade dos serviços, a empresa desenvolve treinamentos especiais aos funcionários, que passam por treinamentos e reciclagens frequentes. “Devemos estar próximos dos colaboradores, motivando e treinando sempre, afinal, são eles a concretização do nosso negócio perante o cliente”, conclui.

Planos funerários

Outro empreendedor da área que obteve sucesso é João Lopes. Ele também teve de superar o receio de investir em um segmento que envolve, inevitavelmente, situações delicadas e tristes. A ideia de abrir o Cemitério e Funerária Colina dos Ipês nasceu da intenção de um amigo de Lopes em ter um cemitério na Zona Sul de São Paulo (SP), cujo negócio não prosperou. A partir da experiência desse amigo, o empresário avaliou que a alternativa tinha tudo para dar certo na região de Suzano (SP).

Em 2002, a Colina dos Ipês foi aberta e, inicialmente, só funcionou como um cemitério. Com a vivência do negócio, Lopes sentiu a necessidade de oferecer também serviços funerários, avaliando que os prestados na região eram de péssima qualidade, com funcionários despreparados e frota de veículos malcuidada. Assim, em 2003, a Colina dos Ipês passou a oferecer também planos funerários. Segundo Lopes, a iniciativa foi a grande sacada do negócio. Hoje, esse serviço soma cerca de 3,8 mil contratos, envolvendo aproximadamente 11,5 mil pessoas e, para prestar um bom atendimento, o empresário emprega 60 colaboradores, todos muito bem treinados.

Lopes informa que a principal dificuldade do negócio é conscientizar as pessoas de que planos funerários são realmente necessários e não fazê-los pode representar ter de enfrentar a perda de um ente querido desprevenido financeiramente.

Atualmente a empresa presta serviços de funeral completo, transporte, embalsamento, documentação, velório e outros, e Lopes relata que para ter êxito em uma área que necessita de envolvimento diferenciado com o público, exigiu dele uma dose extra de cuidado. “No início eu pensei que seria um negócio como outro qualquer, mas descobri que a falta pessoal capacitado, com sensibilidade para tratar com famílias em um momento tão particular, era um obstáculo a ser superado. Por isso, investir no treinamento da equipe, com orientações diárias, correção de posturas e de comportamentos, quando necessário, visando contar com profissionais aptos para a tarefa”, explica.

Segundo Lopes no interior de São Paulo, a contratação de planos funerários é muito mais comum do que na capital do Estado. “Em Suzano, até estranhamos quando uma família chega até nós sem plano funerário. No interior o índice de contratação de planos funerários é opção entre 70% e 80% da população. Já na Capital, calculamos que nem 5% tem um plano”.

Com o valor mensal de aproximadamente R$ 60, os clientes podem incluir no plano funerário até 10 beneficiários. Em caso de falecimento de um deles, a família pode solicitar funeral completo, higienização e transporte do corpo, sala de velório, dentre outros serviços.

Para Lopes, quando se trata de planos funerários, a municipalização do atendimento e o pouco retorno nas ações de divulgação são os principais desafios. Atualmente a empresa investe em outdoors, emissoras de rádio e panfletos, mas a propaganda mais eficiente é o boca a boca.

Em viagens ao exterior, Lopes faz questão de conhecer o mercado funerário dos países que visita. Ele conta que chegou a assistir três sepultamentos em cemitérios públicos de Istambul. “Lá, a desorganização é total. Os carregadores dos caixões têm que ir pulando por cima dos túmulos para chegar ao lugar certo. No Cairo, vi a diferença entre cemitérios, onde tudo era feito com granito e mármore, enquanto outros são miseravelmente pobres. No Brasil, também há diversos rituais envolvendo o sepultamento. Já vi famílias queimarem todos os pertences do falecido, inclusive dinheiro”, relata o empresário que prima pelo atendimento e se dispõe a atender os pedidos mais inusitados.


Colaboraram
Colina dos Ipês www.colinadosipes.com.br (11) 4746-7777 Coroas para Velório www.coroasparavelorio.com.br Grupo Primaveras www.primaveras.com.br (11) 2404-8900

Revista Meu Próprio Negócio - Edição 114 - Pág. 44
Agosto / 2012
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Especial artesanato

Cliente: Artesão

Quem investe em atender a demanda de brasileiros interessados em produzir os mais variados artesanatos, seja como hobby ou para obter uma renda complementar, tem colhido bons frutos. Esse contingente de clientes só cresce








Por Thaís Pepe Paes

O artesanato está em franca expansão e cada vez mais é reconhecido como uma atividade econômica importante, capaz de movimentar muito dinheiro em todo o Brasil. Devido à grande informalidade do setor, não existem estatísticas que dimensionem o número de artesãos no País. Mas, Em 2007, foi desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab), sendo que a última contagem dos artesãos cadastrados, em maio de 2012, registrou 68 mil em todo o Brasil - sendo Alagoas o Estado com a maior concentração desses profissionais, seguido da Bahia e Pernambuco.

O diretor-técnico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Alberto dos Santos, vê esse mercado em fase de profissionalização. “Com a criação da modalidade chamada Empreendedor Individual, já está ocorrendo um forte processo de formalização de artesãos. Isso sem contar que, em outros países, o mercado de artesanato já é um negócio enorme que movimenta milhões de dólares. No Brasil não vai ser diferente, ele vai se tornar cada vez mais profissional e sofisticado”.

Segundo Santos, com a chegada de eventos como a Copa e as Olimpíadas no Brasil, esse segmento tende a crescer ainda mais. “O artesanato é o que chamamos de produção associada ao turismo, como a gastronomia, arte e cultura. Quando as pessoas viajam, elas querem levar algo do local, e o artesanato é uma forma de representar a cultura de cada lugar. Por isso, com o grande número de turistas que visitarão o Brasil nos próximos anos, tudo isso deve fomentar o setor”.

Um outro aspecto positivo desse mercado é que ele permite investimentos muito baixos para empreender. Isso viabilizou que Janete Malek se aventurasse no empreendedorismo com apenas 23 anos. Ela iniciou confeccionando bijuterias para vender nas lojas da Rua 25 de Março, região de São Paulo (SP) de intenso comércio desse tipo de produto. Na época, Janete estudava jornalismo e trabalhava como freelancer na área. A ideia de começar a montar bijuterias partiu de seu namorado, como sugestão para complementar a renda. Entretanto, com o sucesso das vendas, em 1984, Janete avaliou que seria interessante abrir uma loja nessa mesma região para vender bijuterias prontas, e assim nasceu a Louris Bijoux.

Menos de três meses depois da abertura da loja, a empresária resolveu apostar em outro caminho para o sucesso: desistiu das peças prontas e se especializou em peças de montagem para a confecção de bijuterias, mas criadas por ela. “Percebi que sempre quis criar peças de montagem e que essa era uma maneira de concretizar minhas ideias”, conta Janete.

A partir daí, ela começou a desenhar e produzir peças, principalmente em metal e resina para montagem de bijuterias, cintos, bolsas, aplique de sapatos etc. Atualmente, a loja possui uma grande variedade de produtos e comercializa cerca de 100 mil diferentes peças, que são vendidas no atacado e no varejo, além das vendas on-line.

Disposta a oferecer uma linha completa, Janete também investe em importação quando não encontra uma alternativa no mercado nacional. Segundo ela, por aqui, há carência de produtos em acrílico, diferentemente de peças de metal, cuja qualidade nacional é superior. Ela também recorre à importação em casos específicos, como o das pedras Swarovski, com as quais trabalha e que só podem ser encontradas na Áustria.

Com viagens internacionais e visitas a feiras no mundo da moda, que trazem as tendências de uma estação à frente da do Brasil, Janete consegue antecipar suas coleções. Porém ela adverte: “Nem tudo que é lançado no exterior faz sucesso por aqui. É necessário fazer um filtro para identificar o que tem potencial para virar moda no Brasil, considerando que vivemos em um país tropical”, coloca.  

Para ampliar seu número de clientes, Janete recorreu à internet e passou a postar no site da marca opções de bijuterias prontas, produzidas a partir das suas criações de peças de montagem. Com suas peças, ela cria alguns modelos de bijuterias ou acessórios, tira foto do produto e o coloca no site com todas as informações e materiais necessários para confeccioná-lo. A iniciativa, além de ajudar os clientes, desperta interesse de novos interessados em suas peças de montagem, garante a empresária.

Para ela, o que torna especialmente interessante o mercado de bijuterias é que ele atinge todas as classes sociais. Além disso, para criar modelos próprios não é necessário grande investimento. “Tenho muitos clientes que começaram com apenas R$ 1 mil para comprar algumas peças e hoje têm suas próprias empresas”, diz.

Com a experiência adquirida, Janete foi identificando outras carências do mercado, como a por pequenas placas de logomarca, que são etiquetas em metal para acompanhar bijuterias, bolsas, cintos, jeans etc. Atualmente, essas peças estão entre os itens que mais geram lucro. “Antigamente não tínhamos como oferecer essas placas, mas os avanços tecnológicos viabilizaram essa produção, com baixo custo e confecção rápida. É um item que gera pedidos quase todos os dias”.

Segundo a empresária, esses avanços da tecnologia trouxeram muitos benefícios para o setor. “Antes era preciso cerca de um mês para a ideia de criar uma peça se concretizar. Hoje, entre a ideia, planejamento, peça piloto e fundição, eu demoro uma semana”. A tecnologia também barateou os custos. “Antes eu gastava mais de R$ 500 para montar uma peça-piloto; hoje eu faço isso com R$ 250”.

Janete conta que, quando ingressou na área, o mercado de peças de montagem de bijuterias era pequeno e a indústria brasileira não oferecia muitas variedades. Porém, hoje o segmento é muito desenvolvido e profissionalizado no Brasil, enquanto em outras partes do mundo é mais artesanal.

Segundo ela, a dica para quem quer investir na venda de peças de montagem é ter variedade ao invés de quantidade, e calcula que o investimento inicial seja cerca de R$ 80 mil, com R$ 30 mil somente em peças de montagem. Ela informa que o segmento possui uma margem de lucro bem alta, girando em torno de 100% a 200%, o que permite um rápido retorno de investimento. Apesar de não saber estimar o quanto investiu há 28 anos para iniciar as atividades da Louris Bijoux, a empresária tem segurança em dizer que valeu a pena, considerando que sua loja está hoje avaliada em R$ 2 milhões.


Box:
Venda de peças de montagem para bijuterias

Investimento inicial: aproximadamente R$ 80 mil
Prazo médio de retorno: 6 meses
Faturamento médio anual: em torno de R$ 1 milhão

Invista em cursos

Outra empresa que aposta no crescimento de pequenas iniciativas empreendedoras por meio de práticas manuais é a Eva e Eva, que fornece tecidos para artesanato e patchwork. Localizada na cidade de Niterói (RJ), a loja foi aberta em 1984, quando as proprietárias Neusa e Vera Jordão, mãe e filha, resolveram montar uma loja de venda de tecidos em varejo. Em 1986, Vera se casou e começou a fazer artesanato em patchwork para sua casa com os tecidos da loja. “Aprendi, seguindo os moldes de uma revista que comprei, e acabei me apaixonando pela técnica”. Foi assim que a empresa passou a se especializar em tecidos para artesanato. Vera conta que, no início, teve dificuldades para encontrar fornecedores e que o mercado consumidor era pequeno. “Na época, o patchwork não tinha o sucesso que tem hoje e não existiam cursos e revistas que ensinassem a técnica. Por isso, não era tão conhecido”.

Com o tempo, as empreendedoras perceberam que poderiam também ensinar as técnicas aprendidas para outros interessados; foi quando surgiram os cursos. O sucesso foi aumentando cada vez mais, e a Eva e Eva começou a receber alunas de todo o País. Vera estima que cerca de 2 mil pessoas tenham iniciado no patchwork com suas aulas e conta que hoje muitas de suas alunas viraram professoras. “O patchwork é como se fosse um iceberg; inicialmente você só vê a ponta, mas depois percebe o quão vasto ele é e a imensidão de coisas que se pode fazer a partir da técnica”, comenta.

Vera foi então estudar nos Estados Unidos. Lá conheceu o patchwork feito com máquinas de costura e trouxe a ideia inovadora para o Brasil. “Nossa empresa foi uma das primeiras a utilizar máquinas para fazer patchwork. Até então, as artesãs faziam tudo à mão”.

Em 1994, a Eva e Eva decidiu apostar também na importação de tecidos dos Estados Unidos e, em 1998, as sócias passaram a vender no atacado. Com o sucesso da empreitada, em 2000, as proprietárias optaram por parar com os cursos e a venda a varejo e começar a fabricar seus próprios tecidos. Vera fez pós-graduação de design de estamparia e hoje desenvolve suas próprias estampas com desenhos, texturas e cores exclusivas e diferenciadas.

Atualmente, a Eva e Eva fabrica e importa os tecidos e vende somente a atacado para lojas, ateliês, cursos e confecções. Vende também de forma on-line. “A loja virtual tem como objetivo atender quem mora em cidades onde não existem lojistas próximos, principalmente as do interior do Estado. Mas nosso foco ainda é o comércio atacadista”.

A dica de Vera para quem quer investir no segmento é oferecer cursos de artesanato a valores baixos. Isso atrai a atenção de muitos clientes, garante. “Uma loja de artesanato sem cursos é um barco a remo. Uma loja de artesanato com cursos é um barco a motor, que alcança o sucesso bem mais rápido”.

Box:
Fabricação de tecidos para artesanato

Investimento inicial: R$ 50 mil
Prazo de retorno do investimento: 6 meses
Faturamento médio mensal: R$ 20 mil

Matéria-prima no foco

Foi da dificuldade em encontrar belos fios para trabalhar com artesanato que fez surgir a ideia de abrir a Incomfio. Tudo começou há 30 anos, com a falecida sogra da atual diretora de marketing e finanças da empresa, Crisley Pioli. A fundadora era artesã e, com a ajuda de outras profissionais, confeccionava peças de artesanato como colchas e cortinas, tudo feito manualmente para vender em sua cidade, Jacutinga, no sul de Minas Gerais. Porém, como a cidade é muito pequena, ela enfrentava dificuldade para encontrar fios bonitos, que fossem de seu agrado. Assim acabou tendo a ideia de montar uma pequena fábrica para produzir fios mais elaborados.

Inicialmente, a ideia era produzir os fios somente para suprir as necessidades da própria empresa, mas logo apareceram outros interessados em adquirir os produtos. O processo de fabricação dos fios é trabalhoso e exige máquinas importadas de países como a Turquia e a Alemanha. Os produtos, que são 100% em polipropileno, são à base de plástico. Então, para sua produção, compra-se a matéria-prima e as máquinas da fábrica aquecem o material, formando fios um pouco mais grossos que um fio de cabelo. A etiquetagem e embalagem ainda é toda manual.

Além da fabricação, a Incomfio também trabalha com exportação de seus produtos para países como a Bolívia e o Paraguai e há dois anos passou a importar produtos como lãs de inverno para ampliar sua linha, embora o carro-chefe ainda sejam os produtos de fabricação nacional. Para as vendas no País, a empresa conta com representantes em diferentes regiões.

Crisley conta que optou pela importação para combater a sazonalidade, o que não enfrenta mais em seu negócio. “Vendemos bem todo o ano. Os produtos que produzimos são, em geral, para a estação do verão. Assim, importamos as lãs, que vendemos no inverno, e não temos que enfrentar sazonalidade nas vendas”, detalha.

Segundo a empresa, um ponto importante para o sucesso é prezar pela boa relação com os clientes, o que a Incomfio sempre fez. A empresa possui supervisores de vendas que mais ou menos uma vez por mês viajam para os Estados para acompanhar as vendas dos representantes. “Essa foi a forma que encontramos para criar uma ponte entre a empresa e o representante e ter o controle na qualidade das vendas”. Neste ano, a Incomfio adotou a iniciativa de trazer os representantes para visitarem a fábrica. “De trinta representantes, cinco já vieram conhecer a fábrica e passaram dois ou três dias aqui para verem como o produto é feito e para utilizarem isso como diferencial de venda”.

A empresa hoje vende 95% a atacado, principalmente para as lojas da Rua 25 de Março, em São Paulo (SP), e oferece diversos tipos de fios de lã, tricô e crochê para artesanato e decoração, seja confecção de telas, bolsas, cachecóis e roupas, e também fios específicos para tapetes e para a tecelagem de sofás.

Box:
Fabricação de fios

Investimento inicial: R$ 56 mil
Prazo de retorno do investimento: 24 meses
Faturamento médio mensal: R$ 850 mil

Da moda ao artesanato

Outra empresa que descobriu no artesanato seu caminho de sucesso foi a Estilotex, fundada em 1997, que hoje trabalha com produção e venda de tecidos para bordado, pintura, patchwork, découpage e tapeçaria. Localizada na cidade de Santa Bárbara D'Oeste (SP), a empresa começou pequena, apenas com serviços de tecelagem e seus funcionários eram todos da família.

Luis Fabiano Ferreira, diretor comercial da Estilotex, explica que, no começo, a empresa contou com certa facilidade para crescer, pois não precisou enfrentar grande concorrência, já que, na época, a maioria das empresas nacionais estava focando em exportação. “Naquele tempo, o dólar oscilava entre R$ 3,80 e R$ 4, e a economia internacional estava bastante aquecida. Por isso, nossos principais concorrentes, que eram empresas tradicionais do mercado da região sul, tinham foco nas exportações. Como não tínhamos estrutura para exportar, aproveitamos a oportunidade de atender o mercado interno”.

A proposta inicial da Estilotex foi atingir o público da moda, o qual chegou a representar 80% das vendas, feitas principalmente para o Estado de São Paulo. De início, apenas 20% iam para o segmento de artesanato, já que a empresa se restringia a atender as regiões de Ibitinga (SP) e Fortaleza (CE). Com o tempo, a família foi percebendo a carência de tecidos de artesanato em outras partes do País. Como as vendas dos tecidos de moda foram se tornando mais difíceis, devido à grande concorrência com o produto chinês, eles decidiram arriscar um novo foco e direcionar as vendas totalmente para o segmento de artesanato.

A principal dificuldade encontrada para promover a mudança era encontrar uma equipe de venda especializada em artesanato, o que a Estilotex solucionou fazendo uma parceria com uma empresa, que tinha ume equipe atendendo especialmente esse público. Assim, passaram a contar com 25 colaboradores com experiência para vender os tecidos da Estilotex.

Com o tempo, Ferreira conta que algumas empresas da região, observando a expansão da Estilotex, também decidiram entrar no mercado, utilizando como principal atrativo o preço baixo. “Nessa fase tivemos que mudar nossa estratégia e posicionar a empresa como a que oferecia melhor custo-benefício, com qualidade e variedade”. Para apoiar essa estratégia, investiram em publicidade e em outras ações, que envolveram revistas, televisão, site e redes sociais.

Atualmente a Estilotex possui um amplo portfólio de produtos para artesanato e trabalha não só com tecidos, mas também com produtos chamados “não tecidos”, como jutex, fios e felpas, e atendem no atacado e no varejo lojas e ateliês de todo o Brasil, contando com uma equipe própria de 65 representantes. 

Há três anos, a empresa teve a iniciativa de criar a página “Criando com a Estilotex” em seu site, onde ensina como confeccionar peças, como cachecóis, panos e tapetes. “A ideia surgiu devido a solicitações de receitas nos pontos de vendas, e a proposta é apresentar técnicas para a artesã visualizar o que pode ser feito com nossos produtos. O resultado é muito positivo, aumenta os cliques, e recebemos muitos e-mails de artesãs interessadas em adquirir os produtos”.

Quando questionado sobre como está o mercado de artesanato, Ferreira afirma que o segmento é promissor e atrativo. “Ele abrange quem procura um hobby ou uma fonte de renda. Atende artesãos, artistas e designers. Está presente em segmentos fortes, como moda e decoração, e tem tudo a ver com a ordem da vez, sustentabilidade. Está crescendo e tem grandes oportunidades para investimento”, assegura.

Box:
Venda de tecidos para artesanato

Investimento inicial: R$ 200 mil
Prazo de retorno do investimento: de 1 a 3 anos
Faturamento médio mensal: acima de R$ 1 milhão


Colaboraram:
Louris Bijoux: (11) 3326-6688, www.lourisbijoux.com.br, contato@lourisbijoux.com.br; Eva e Eva Tecidos: (21) 2714-7623, www.evaeeva.com.br, vendas@evaeeva.com.br; Incomfio: (35) 3443-1466, www.incomfio.com.br, incomfio@incomfio.com.br; Estilotex: 0800-7718395, www.estilotex.com.br, estilotex@estilotex.com.br.


Revista Meu Próprio Negócio - Edição 114 - Pág. 76
Agosto / 2012



Revista Meu Próprio Negócio - Edição 113


Confira - Com o autor

Como se tornar um milionário

A marca Wizard impõe respeito no segmento de franquias de ensino de idiomas, afinal, hoje ela reúne 1,2 mil unidades espalhadas por todo o País e, segundo seu idealizador, Carlos Wizard, a bandeira já permitiu que mais de 100 pessoas se tornassem milionárias, nesses últimos cinco anos




A intenção do empreendedor ao criar a rede, em 1987, não era somente garantir que seus alunos se tornassem bilíngües, mas abrir para cada um deles uma porta de oportunidades, assim como aconteceu com ele.
Os detalhes de sua história agora estão no livro Desperte o Milionário que há em você, de autoria do próprio Carlos Wizard. Acompanhe a seguir a entrevista concedida pelo autor à Meu Próprio Negócio e conheça um pouco sobre sua trajetória vencedora.


Meu Próprio Negócio - De onde surgiu a ideia de escrever um livro que contasse a história da Wizard?
Carlos Wizard - A Wizard surgiu de um sonho pessoal de ser empreendedor, dentro de minha própria casa, e hoje é a maior rede de escolas de idiomas do mundo. Quero mostrar que todo mundo pode ter um sonho realizado, como eu tive, desde que acredite em suas próprias capacidades e também siga algumas dicas importantes para o sucesso. Trabalhei neste livro por três anos e o momento não poderia ser mais convidativo para seu lançamento. Todos os dias no País surgem pelo menos 29 novos milionários.

MPN - No livro, você menciona “as sete chaves da prosperidade” como sendo os fatores que o ajudaram a transformar uma atividade amadora em um empreendimento multimilionário. O que exatamente são essas chaves e no que isso te ajudou a vencer?
CW - As sete chaves da prosperidade são atitudes e hábitos de vida focados para se obter o sucesso. Começa com o simples hábito de pensar grande e positivamente. Há pessoas que acham que porque vieram de uma família humilde jamais conseguirão superar a barreira imposta pela classe social e prosperar, esse é um pensamento típico que impede muitos de dar o primeiro passo.

MPN - Quais foram os principais obstáculos que teve de enfrentar para tornar a Wizard uma das maiores escolas de idiomas do Brasil e como foram superadas?

CW - No início do negócio, tive que enfrentar meus próprios medos e dificuldades, porque é claro que todo mundo que começa algo novo se pergunta: Será que vai dar certo? Tudo isso em um momento de grande instabilidade econômica como o vivido pelo Brasil na década de 1980. O pensamento positivo, o apoio da família, o apego a Deus e, é claro, muito trabalho, foram fundamentais para que a Wizard chegasse onde chegou.

MPN - A ideia de abrir a empresa surgiu quando você começou a dar aula de inglês para alguns alunos em casa. Conte o início da história do empreendimento.
CW - Eu tinha formação em faculdade americana em ciências da computação. Voltei para Campinas em 1987, como empregado de uma empresa de papel e celulose Norte-Americana. Não demorou para os colegas requisitarem aulas particulares de inglês depois do expediente. Quando percebi que a receita tirada com algumas aulas semanais era maior que o meu salário, decidi, com a minha esposa, criar uma escola de idiomas. No mesmo ano de abertura da primeira Wizard, apostamos no sistema de franchising, modelo que, na época, ainda estava no começo. Foi fundamental para a nossa expansão.

MPN – Você investiu  no seu aprimoramento pessoal para ser a pessoa a frente de um grande negócio?
CW - Com certeza. Tive a oportunidade de estudar em uma das grandes universidades norte-americanas, a Brigham Young University, que fica no estado de Utah. Além de me preparar para ser um empreendedor, a instituição tem um grande centro de ensino de línguas, onde tive a oportunidade de lecionar e me aprimorar no inglês. Esse período foi essencial para o que viria no futuro.

MPN – Na obra você afirma que o autoconhecimento é fundamental para ser um grande empreendedor. Explique.
CW - Mais cedo ou mais tarde, você precisará definir exatamente o que deseja alcançar na busca da prosperidade e chega a hora de se perguntar: Qual é meu sonho? O que eu realmente desejo fazer da vida? Qual é o legado que quero deixar para o mundo? Enquanto você não parar e responder a essas perguntas de forma muito clara, sincera e honesta, jamais atingirá um destino satisfatório.
  
MPN – Na sua opinião quais as competências e iniciativas mais importantes para um empreendedor vencer hoje à frente de uma escola de idiomas?
CW - Para ter sucesso nesse ramo é preciso, em primeiro lugar, amar a educação. Além disso, o empreendedor deve ter bons conhecimentos de administração, investir em uma boa equipe de profissionais e ser comercialmente ativo em sua área de atuação. Ações de marketing locais e iniciativas criativas são essenciais para atrair o aluno para dentro da escola, e também para retê-lo.

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Desperte o Milionário que há em você
(com imagem da capa)

Editora: Gente
Preço: R$ 24,90
Autor: Carlos Wizard Martins

Revista Meu Próprio Negócio - Edição 113 - Pág. 16
Julho / 2012
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Negócios na copa

Uns ensinam, outros aprendem, todos lucram

A expectativa de o Brasil receber cerca de 600 mil turistas por conta da Copa multiplica as chances de crescimento tanto de quem investe no ensino de idiomas quanto de quem aprende um novo







Por Thaís Pepe Paes

Com a realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014, falar um segundo idioma deixou de ser um diferencial para tornar-se uma necessidade. O interesse do brasileiro por dominar uma segunda língua, especialmente o inglês, só cresce – também amparado pelo maior poder aquisitivo da classe C. Com isso, investir no ensino de um idioma nunca foi tão promissor.

No segmento de franquia, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), somente em 2011, a área de educação faturou R$ 5,9 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões do montante provenientes de escolas de idiomas, quer dizer: 54% do faturamento de todo o setor educacional.

A expectativa de expansão da rede de franquias UNS Idiomas exemplifica a tendência de crescimento da área. Atualmente, com 60 unidades, a marca estima atingir 100 até o final de 2012 e dobrar esse número até 2014. Para isso, a estratégia é focar nas cidades que sediarão os jogos e em cursos especialmente criados para suprir a necessidade de conhecimento do idioma de quem espera prestar serviço aos turistas estrangeiros.

Segundo o presidente e fundador da UNS Idiomas, Marcel Magalhães, “a meta é abrir pelo menos uma unidade da UNS em cada uma das cidades que abrigarão os jogos do mundial e, assim, atender as demandas que virão para fazer frente à avalanche de turistas circulando pelas regiões”.

Por isso, o planejamento de expansão da rede segue os anúncios das cidades-sede da Copa 2014. Salvador e Manaus estão na rota de expansão da UNS, que se prepara para abrir pelo menos dez novas unidades até 2013 somente na região do Nordeste, investida que exigirá um aporte de R$ 1,8 milhão. Na região Norte, a bandeira espera somar as seis escolas já em operação mais quatro novas unidades até 2013.

Para atender a demanda fomentada pelos os jogos, a bandeira tem investido em cursos específicos para diferentes tipos de profissionais que terão contato com os turistas. “Temos cursos especialmente desenvolvidos para quem atua na área de serviços, com vocabulário específico para as diferentes regiões e atividades. Desenvolvemos material didático, sob medida, para quem dirige um taxi, ou trabalha como camareira, é atendente de hotel ou recepcionista, entre outros funções”, detalha Magalhães.

O empresário informa que para investir na rede não é necessário ter experiência prévia no ramo, basta ser uma pessoa com forte espírito empreendedor, disposto a transformar seu negócio em um empreendimento de sucesso. O investimento inicial é a partir de R$ 90 mil, incluindo taxa de franquia e capital de giro, e o faturamento médio mensal de uma unidade da rede é de R$ 50 mil.

Capacite sua equipe

Se você já tem um negócio na área de prestação de serviços ou comércio, vale considerar investir na capacitação de sua equipe para atender os cerca de 600 mil turistas estrangeiros que o governo federal espera receber no País durante os meses do evento, divididos entre as 12 cidades que sediarão os jogos. Para atender bem esse contingente de consumidores, a primeira medida é investir em estar apto para se comunicar com eles.

É o que já está fazendo Getúlio Kendi, proprietário do restaurante japonês São Paulo - Tokyo, em São Paulo, inaugurado há dois anos. Segundo o empresário o negócio já tem registrado um aumento de estrangeiros entre seus clientes. Certo de que esse número deve crescer nos próximos anos, Kendi decidiu oferecer um curso de inglês para toda a equipe – garçons, recepcionistas e até chefes de cozinha.

Os 12 funcionários do São Paulo - Tokyo agora têm aulas de inglês de duas horas, duas vezes por semana, sendo que o programa do curso foi montado para privilegiar as necessidades de quem trabalha em um restaurante. Kendi conta que inclusive um dos professores já trabalhou como garçom no exterior.  

Segundo o empresário, além de preparar a equipe para atender a crescente demanda que virá de turistas do exterior, a iniciativa também funciona como um incentivo e um benefício ao funcionário, motivando a equipe a trabalhar ainda mais a favor do negócio.

As aulas, voltadas especificamente para o atendimento de restaurantes, ensina a equipe também gírias e expressões e a forma como os estrangeiros costumam abordar os garçons e fazer seus pedidos.

Kendi detalha que no curso a equipe aprende a explicar os pratos e bebidas do cardápio e a valorizar os produtos típicos do Brasil, a exemplo da cachaça. “Os nossos garçons aprendem, por exemplo, a vender esse produto, explicando sua origem e feitio”.

O curso teve início em fevereiro deste ano e o empresário já identifica melhorias no atendimento. “Se houve situações no sushibar em que o cliente foi obrigado a apontar e gesticular para fazer seu pedido, isso não acontece mais. Com isso, hotéis da região passaram a nos indicar para seus hóspedes estrangeiros”, conta Kendi, ciente de que cliente bem atendido volta e ainda indica o estabelecimento. Para o empresário a presença de estrangeiros no País será recorrente e não só por conta dos jogos internacionais. “O Brasil cada vez mais tem chamado a atenção dos estrangeiros”, acredita.

Para Kendi, o valor investido na inciativa é irrisório diante dos benefícios para o estabelecimento, seja no que tange ao atendimento ou a motivação da equipe. “Com a iniciativa os colaboradores andam mais satisfeitos e, consequentemente, trabalham mais e melhor”, conclui.

Colaboraram
Restaurante SãoPaulo - Tokyo www.saopaulotokyo.com.br (11) 5081-6444 


BOX:

Mais opções de cursos

De olho a Copa de 2014 a escola de inglês e espanhol CNA oferece o curso de inglês CNA Fast, voltado para profissionais que precisam aprender ou aprimorar a língua inglesa em pouco tempo. Uma de suas principais vantagens é que as aulas são mais longas e o período de férias é menor, atendendo as necessidades de quem tem pressa em aprender.

Segundo Marcelo Barros, diretor de educação do CNA, o curso tem como foco preparar os alunos para o mercado de trabalho. “Não é exatamente um curso de business english, mas é voltado tanto para o público adulto que tem interesse em ingressar no mercado de trabalho quanto para quem já está no mercado, mas quer crescer na sua área e conseguir melhores oportunidades de emprego”, explica.

A duração do curso é de apenas 15 meses, divididos em duas aulas semanais com duração de 90 minutos. Além das aulas presenciais, os alunos matriculados no CNA Fast ainda contam com aulas virtuais feitas pelo portal do aluno CNA Net. Por meio de uma chave de acesso, o aluno cria uma senha e, com ela, tem  acesso à atividades e exercícios on-line solicitados pelo professor. A intenção é permitir que o aluno tenha contato com o idioma mesmo fora da sala de aula.

Segundo Barros, o CNA Fast é voltado para conversação, focando situações cotidianas do ambiente profissional e tem como objetivo ajudar os estudantes com pouquíssimo ou nenhum conhecimento do idioma a se comunicar com desenvoltura.

Barros afirma que depois de completar os 15 meses, o aluno poderá considerar seu inglês intermediário e já conseguirá, por exemplo, se expressar de forma eficaz, ler e até escrever textos.

Já o curso de inglês CNA Hello é focado em pessoas que trabalham com turismo receptivo. “O CNA Hello foi desenvolvido especialmente para quem tem contato direto com turistas, como, por exemplo, taxistas, recepcionistas, policiais, entre outros, que precisam estar preparados para atender os estrangeiros da melhor forma possível, e saber se comunicar em inglês é a base para um atendimento de qualidade”, afirma Barros.

O curso tem duração de apenas um semestre com 40 horas de aulas presenciais, além das atividades on-line, e inclui o ensino de expressões e frases básicas para se comunicarem. “Por exemplo, um taxista, tem que saber perguntar para onde o passageiro deseja ir, tem que saber dizer o valor da corrida, o troco, essas coisas. É esse tipo de aprendizado que o aluno vai obter com o curso”, completa Barros.

O curso CNA Fast pode ser adquirido em todas as unidades do CNA a partir de R$ 249 com material didático incluso. O CNA Hello  custa a partir de R$ 149 e também oferece material didático incluso. Os dois cursos podem ser feitos em turmas comuns ou em turmas fechadas para equipes de no mínimo seis pessoas, realizados nas próprias unidades da CNA ou na empresa contratante.

Alternativas não faltam

Com 25 anos de experiência no mercado a escola de idiomas Wizard é outra que oferece cursos focados a empresários e funcionários. A Wizard oferece duas modalidades de cursos, o Class e o Flex. No Class as aulas são realizadas em horários pré-determinados com carga horária definida, onde o aluno escolhe entre os horários oferecidos de acordo com sua disponibilidade. Já na modalidade Flex as aulas tem horários flexíveis e seguem o ritmo dos alunos e o desenvolvimento da sala.

Os chamados cursos Executive tem como público-alvo profissionais com necessidades específicas e cuja disponibilidade de tempo é escassa. Segundo Marcia Gherardi, diretora pedagógica do Grupo Multi (empresa detentora de várias macas, dentre elas, a Wizard), “o principal diferencial desses cursos é que nele o aluno não aprende somente o idioma inglês, mas, sim, entende como funciona o mundo dos negócios e aprende conceitos de liderança, inovação e assertividade”.

Além das aulas presenciais, os alunos têm suporte virtual por meio de um site que disponibiliza uma série de atividades para reforçar o aprendizado obtido na sala de aula. Além do fato de que existem professores on-line para esclarecerem as dúvidas dos alunos e os ajudarem em suas dificuldades.

Esses cursos podem ser realizados tanto em turmas comuns como também com grupos fechados, e podem ser ministrados na própria empresa, os chamados in company.

O curso Brasil 2014 tem duração de 20 horas e é especialmente voltado para pessoas que lidam diariamente com estrangeiros como recepcionistas, garçons e etc. O principal diferencial desse curso é que ele acompanha um material chamado Guia 2014, que contém 2014 frases e expressões frequentemente usadas no atendimento a turistas com tradução para o português. Além disso, o curso oferece uma caneta digital chamada “Wizpen” que, quando é passada em cima das frases do Guia, lê a as palavras apresentado ao aluno as pronúncias corretas.

“Aquela ideia de que são necessários cinco anos para se aprender a falar alguma coisa de inglês não existe mais. Hoje, com poucos meses é possível desenvolver o idioma, se comunicar de forma eficaz e ter condições de interagir com estrangeiros e atendê-los”, afirma Marcia.

Revista Meu Próprio Negócio - Edição 113 - Pág. 26
Julho / 2012
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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Meu Próprio Negócio - Edição 111


Ganhe dinheiro na balada
Baixo investimento e boas oportunidades de ganho fazem da atividade de DJs uma opção atraente. Porém, se os equipamentos estão mais acessíveis e simples de manusear, a alternativa ainda exige sinergia com o público e feeling para a música






Por Thaís Pepe Paes

Da época das discotecas, nos anos 1970, para cá, a atividade de DJ ganhou tecnologia, cada vez mais acessível e simples de operar, status de artista e, apesar de ainda não ser regulamentada, está prevista na lei de Empreendedor Individual.

O vinil ainda marca a performance de muitos DJs, mas abre espaço para cds, softwares, pendrive e até vídeo, os VJs. Para dispor de uma boa carrapeta (mesa de som) não é mais necessário tantos reais. ”Hoje, com R$ 2 mil é possível iniciar o negócio”, diz o DJ Filippo, há 15 anos no mercado.

Ele é especializado em festas fechadas e toca de tudo, mas costuma puxar mais para o estilo House Music. Seu interesse pela área veio cedo, com apenas 15 anos ele arrumou um emprego para trabalhar como operador e locutor de rádio. Foi nessa época que Filippo desenvolveu o interesse pela música e aprendeu a tocar observando os DJs da equipe. Logo depois de um ano, já começou a fazer festas abertas em boates até que, aos poucos, foi sendo convidado a participar de festas fechadas do Rio de Janeiro (RJ), a maioria de debutantes.

O DJ recorda que, no início de sua carreira, foi difícil adquirir os equipamentos necessários para atuar, pois, na época, eles eram caros e bem mais difíceis de se encontrar do que hoje. Isso, sem falar que antes da internet, o acesso a novas músicas era extremamente complicado.

Filippo explica que existem dois segmentos de DJs, o de festas fechadas, que costuma também agregar serviços de som e luz, e o DJ de boates e eventos abertos ao público, que costuma tocar somente um estilo de música. No caso de eventos abertos, como boates ou festivais de música eletrônica, o DJ só precisa do repertório pois a estrutura de som e luz normalmente é contratada por fora, de outras empresas.

No ramo de festas fechadas existem também dois grandes mercados, os aniversários de 15 anos e os casamentos. Pelo fato de os casamentos serem festas familiares, é necessário ter um certo cuidado para agradar a todos. Por isso é imprescindível que aconteça uma reunião antes do evento para decidirem sobre o tipo de música que deve ser tocada. “Existem noivos que curtem sons mais puxados para música eletrônica, outros preferem músicas no estilo flashbacks, e por aí vai. Já as festas de debutante, normalmente, são voltados para a aniversariante e seus amigos, a família não costuma ser muito bem-vinda na pista. Então, deve ser tocado o que essa galera curte, que é, em geral, House, Pop, Hip-hop e até alguns funks”.

Para quem quer começar na área, Filippo estima que seja necessário um investimento de R$ 2 mil somente para tocar, sem agregar outros serviços. Já se o iniciante quiser montar uma estrutura de som e luz básica, o investimento vai ficar em torno de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Quando questionado sobre as facilidades que o avanço da tecnologia trouxe para a profissão, ele afirma: “Antigamente eu levava pastas e mais pastas de CDs. Hoje em dia eu faço uma festa inteira utilizando apenas dois pendrives. Meu repertório vai no meu bolso. Já na iluminação, a mudança está na possibilidade infinitamente maior de movimentos, cenas, efeitos e na evolução dos lasers. Além disso, grande parte dos equipamentos está sendo substituída por tecnologia leds, que gera uma luz mais bonita consumindo, em média, 75% menos energia”.

Segundo o DJ, qualquer pessoa pode exercer a atividade, mas, para ser um bom profissional é necessário feeling. “Ser DJ não é somente ter equipamentos e músicas, tem que ter o talento para fazer as mixagens e, principalmente, o feeling para ‘entrar na cabeça das pessoas’ e descobrir o que elas querem ouvir. Além de saber administrar as músicas ao longo da noite de forma que a pista não pare”.

Atualmente, ele faz em média seis festas por mês e os valores de cada uma são cobrados de acordo com o local do evento e o número de convidados. Por exemplo, uma festa de 200 a 600 convidados pode custar de R$ 6 mil a R$ 17 mil, variando de acordo com a estrutura contratada. “Não existe uma tabela, monto um projeto personalizado para aquele evento calculando sistema de som, iluminação, plasmas, etc. Mas também trabalho com pacote básico para aniversários em residência, que fica em torno de R$ 2,5 mil”. O pagamento é feito sempre com sinal de 50% para a reserva da data.

Além de atuar como DJ, Filippo está abrindo uma produtora de foto e vídeo com uma proposta mais moderna para as festas. A ideia surgiu quando ele começou a pesquisar produtores para fazerem os chamados pocket-videos (que são vídeos com os melhores momentos da festa) e pediu também para que seus clientes enviassem para ele os DVDs de suas festas. Para sua surpresa, não gostou da maioria dos que viu. “Eles não passavam a real impressão de como o evento foi bom. Tinham edições fracas, cortes mal feitos, efeitos cafonas e por aí vai. Foi quando percebi que dava para fazer melhor. Muitos profissionais que estão nesse mercado há décadas pararam no tempo no que diz respeito à edição de vídeo. Então, pensei em além de fazer os pocket-vídeos, investir no serviço completo com entrega em DVD ou Blu-Ray

Identidade musical como diferencial

Figura conhecida no meio artístico, o DJ Matheus Puertas está há oito anos no mercado. Especializado no estilo MPB, ele atua principalmente no Rio de Janeiro (RJ), mas já atendeu diversas cidades como Brasília (DF), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), entre outras. Ele foca um público bem específico e costuma mesclar diferentes músicas mas sem se focar nos mega sucessos e músicas muito populares. Puertas trabalha em geral com festas abertas e quando recebe convite para fazer festa com um público muito diferente do seu segmento, como festas de debutante ou casamentos, prefere declinar para não comprometer a qualidade do trabalho.

Puertas começou a se interessar pela área quando criança, cresceu em um ambiente musical e gostava de divertir as pessoas. Com 15 anos, nas festas familiares já ficava analisando como poderia animar os convidados. “Nessa época eu ainda não tinha equipamentos, então eu pegava todos os aparelhos de som que tinha na minha casa, colocava um do lado do outro e ia colocando as músicas em cada rádio na sequência”.

Com 19 anos, ele começou a estagiar na rádio MPB FM e a aproximação com esse tipo de música e com o trabalho dos DJs da rádio, fizeram com que se interessasse ainda mais pela área. Aos poucos, foi observando e aprendendo, mas, somente em 2011, acabou investindo em um curso de aperfeiçoamento.

Seus primeiros clientes vieram da própria emissora onde trabalhava. Depois, já com mais experiência, começou a fazer festa para os amigos. Para ele, a melhor forma de divulgação é boca a boca. “Uma pessoa faz uma festa, gosta e indica para outra e assim vai. Tudo atrelado a rede de amigos, sendo que uma festa vai puxando a outra. Normalmente, pessoas que curtem determinado tipo de música frequentam ambientes e conhecem pessoas com os mesmo gostos. Isso facilita a divulgação”.

Puertas conta que o principal desafio enfrentado no início da carreira de um DJ é o de se manter somente com os cachês. No começo, o iniciante ainda não é conhecido e muitas vezes não consegue trabalho em todos os fins de semana. Por isso, alguns optam por ter outra atividade durante o dia. Hoje, mesmo depois de oito anos, o DJ faz dupla jornada. Além de trabalhar na noite, ele ainda é produtor do centro cultural Baukurs Cultura e afirma que esse segundo emprego o ajuda a fortalecer a atividade de DJ por estar constantemente em contato com o meio cultural.

Ele conta que o segredo para mandar bem em uma festa consiste em saber quem está na plateia e o tempo certo de tocar cada música. “Um bom DJ não pode soltar um grande hit à meia noite, ele deve esperar para tocar ele lá pelas 3h30 da amanhã. Ele tem que saber qual é o momento certo para cada tipo de música. E o DJ também tem que interagir com a galera e ser alegre. Se for uma pessoa que fica só apertando os botões, ele vira um Ipod humano e não é esse o objetivo”. Puertas acredita que para encontrar o tipo de música certa para agitar a galera é necessário analisar o perfil do público de cada festa para acertar no repertório. Por exemplo, avaliar a forma como dançam, como se vestem, faixa etária, entre outros pontos. “Eu mesmo às vezes desço na pista para ver o que está rolando, sentir como está o público e acertar na próxima música”.

Outro ponto colocado por Puertas é o preconceito com relação à profissão. “Algumas pessoas acham que ser DJ é só lazer. É só ir para as festas, beber e curtir. Há quem enxergue a atividade como uma área que não dá dinheiro e que não é profissional. Mas não é assim. É claro que é um trabalho mais descontraído, mas nem por isso deixa de ser trabalho, e com as mesmas responsabilidades do que qualquer outro”.

Segundo ele, a principal dica para quem está começando é consumir muita música diariamente, isso ajuda a compor um repertório legal, e desenvolver um estilo próprio de identidade musical. “Hoje, você tem que ser específico e atingir um determinado segmento, do contrário, não tem mercado. A concorrência é grande e atualmente com dois pendrives se faz uma festa”.

O DJ ainda recomenda evitar excessos para conseguir trocar o dia pela noite, como beber somente no fim da festa e minimizar o tempo que fica na noite. “Antigamente um mesmo DJ abria e fechava a casa, então ele ficava a festa toda e só saia quando todos os convidados já tinham ido embora. Hoje, os DJs tem hora certa para começar e terminar o evento, então, é aconselhável chegar uma meia hora antes e não demorar muito para ir embora para poder aguentar firme nas outras noites”.

Tecnologia a favor dos DJs

Com quase 20 anos de carreira, o DJ carioca Duda Santos é outro que aposta na House Music e suas vertentes, misturando electro, progressive house, tribal e tech house na busca do melhor som para elevar a vibe de qualquer pista ao máximo.

Logo no começo da carreira, Santos não encarava a profissão da mesma forma como encara hoje, só ao longo do tempo que decidiu ser DJ profissional. Na época em que entrou para o mercado, o único formato de mídia usado eram os discos em vinil, que na grande maioria das vezes eram importados. “Até hoje os melhores equipamentos para a atividade são importados e caros, mas a tecnologia trouxe facilidades e fez a atividade deixar de ser completamente artesanal. Com um laptop e uma placa de som já é possível começar a se aventurar”.

Segundo Santos, alguns profissionais defendem que a tecnologia banalizou a profissão, pois já não se precisa da enorme quantidade de horas de treino com vinil, que eram bem difíceis de manusear, para atuar como DJ.  “Isso abriu espaço para alguns ‘fake djs’, ou gente sem o menor talento, que só consegue trabalhar com a ajuda dos softwares. Eu ainda acredito que, mesmo com todo o recurso tecnológico, é com talento que se supera a concorrência”.

Outra mudança que a tecnologia trouxe foi o fomento do boca a boca. “Com o advento da internet a divulgação se tornou muito mais fácil. Hoje você publica na web um set, sequência de músicas de sua escolha, e começa o marketing viral. Um amigo gosta e manda para outro, que posta no facebook, que comenta no twitter e a coisa segue seu caminho. Para os que querem mesmo entrar no mercado é importante saber que o marketing pessoal é imprescindível para o sucesso na carreira de DJ”.

Assim como Puertas, Santos também reconhece que a atividade enfrenta preconceito e diz que ainda escuta frases como: “Você é DJ? Que legal. E trabalha com o que?. A maioria das pessoas não tem ideia da quantidade de horas de treino, pesquisa musical, organização de repertório e tantas outras demandas são necessárias ser dominadas por um profissional da área”. Para ele a apresentação em si é apenas 20% do trabalho, muita coisa acontece antes de subir no palco e tocar as músicas. Mas como a atividade envolve músicas e festas, existe a falsa ideia de que não é trabalho, é só divertimento.

Para assegurar sua performance, Santos investiu em vários cursos ao longo de sua carreira, que foram essenciais para se tornasse um DJ profissional e sugere para os iniciantes que pensam em atuar no circuito de boates, se qualificar para manusear os tipos de equipamentos que essas casas oferecem. Nesse ponto os cursos podem ajudar muito”. Ele também recomenda que o profissional esteja sempre atualizado. “O upgrade é necessário hoje em dia, pois sempre surgem novos equipamentos e é preciso acompanhar a evolução”.

Quando questionado sobre a situação do mercado da música ele afirma: “Alguns profissionais diriam que está ficando saturado, pois de um tempo pra cá todos resolveram se tornar DJs, de colegiais a ex-BBBs. Mas eu acredito que só quem tem talento e amor à profissão sobrevive nesse mercado”.

Colaboraram:
DJ Filippo, (21) 2226-3021, www.filippodj.com.br; DJ Matheus Puertas, (21) 7675-7307, facebook: Matheus Puertas e DJ Duda Santos, http://djdudasantos.blogspot.com.

Revista Meu Próprio Negócio - Edição 111 - Pág. 60
Maio / 2012